quinta-feira, 22 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Andei lendo...
Nos últimos tempos, andei lendo:
Felicidade demais (contos), Alice Munro
Cadernos de Literatura Brasileira - Erico Veríssimo
Corpos estranhos, Cynthia Ozick
Sagrada família, Zuenir Ventura
Seminário dos ratos (contos), Lygia Fagundes Telles
O coronel Chabert, Honoré de Balzac
E estou lendo:
Os enamoramentos, Javier Marías
* * *
Felicidade demais (contos), Alice Munro
Cadernos de Literatura Brasileira - Erico Veríssimo
Corpos estranhos, Cynthia Ozick
Sagrada família, Zuenir Ventura
Seminário dos ratos (contos), Lygia Fagundes Telles
O coronel Chabert, Honoré de Balzac
E estou lendo:
Os enamoramentos, Javier Marías
* * *
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Inícios
"L'anno moriva, assai dolcemente. Il sole di San Silvestro spandeva non so che tepor velato, mollissimo, aureo, quasi primaverile, nel ciel di Roma. Tutte le vie erano popolose come nellle domeniche di maggio. Su la piazza Barberini, su la piazza di Spagna una moltitudine di vetture passava in corsa traversando; e dalle due piazze il romorio confuso e continuo, salendo alla Trinità de' Monti, alla via Sistina, giungeva fin nelle stanze del palazzo Zuccari, atenuato."
("Il piacere", de Gabriele D'Annunzio, 1889.
Milano: BUR-Rizzoli, 2011)
* * *
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Andei lendo...
Nos últimos tempos, andei lendo:
Il piacere, Gabriele D'Anunzio
Barba ensopada de sangue, Daniel Galera
A chave de casa, Tatiana Salem Levy
Nos penhascos de mármore, Ernst Jünger
Nós, os gaúchos, coord. Sergius Gonzaga e Luís Augusto Fischer
O jovem Törless, Robert Musil
* * *
Il piacere, Gabriele D'Anunzio
Barba ensopada de sangue, Daniel Galera
A chave de casa, Tatiana Salem Levy
Nos penhascos de mármore, Ernst Jünger
Nós, os gaúchos, coord. Sergius Gonzaga e Luís Augusto Fischer
O jovem Törless, Robert Musil
* * *
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
As crianças, o caráter e a coragem
No último 13 de janeiro, completou um ano o naufrágio do navio Costa Concordia na ilha de Giglio, no litoral italiano, episódio que ficou marcado pela fuga do capitão Francesco Schettino, abandonando a bordo mais de 4 mil passageiros e tripulação à própria sorte, num desastre que teve um saldo de 32 mortos, numa atitude diametralmente oposta à que se esperaria de um capitão: um papel de liderança, coragem e responsabilidade.
Um novo janeiro, uma nova tragédia, de grandes proporções: no dia 27, em Santa Maria, mais de 230 jovens perdem a vida em decorrência do incêndio na boate Kiss. Vergonhosamente, algumas autoridades municipais e estaduais revelam a preocupação de rapidamente se eximir e transferir qualquer responsabilidade.
Infelizmente, esses episódios trágicos não revelam atitudes isoladas e excepcionais de alguns cidadãos e representantes de instituições, mas espelham tristemente um modo de agir cada vez mais difundido hoje: autocentrado, individualista e distanciado, focado na autopreservação e na não assunção de responsabilidade. Arriscamos que esse modo de agir se torne regra de comportamento, se não o repelirmos com severidade e firmeza, se não houver a clara condenação moral desses atos e manifestações por parte da sociedade. O desafio está em não deixar que esse tipo de conduta se banalize. Que, aos olhos das novas gerações, ele não seja visto como normalidade, diante da qual calamos ou não mais nos surpreendemos.
Vivemos numa época de maior isolamento social e pouca interação presencial, de carne e osso (para além das múltiplas possibilidades de interação do mundo digital), que podem exacerbar sentimentos de individualismo, autopreservação e indiferença com relação ao outro. Além disso, vivemos em sociedades que valorizam o ter em detrimento do ser, onde o êxito pessoal é medido pelo sucesso econômico - ou pela aparência de sucesso. Fazemos o culto das celebridades e do dinheiro, e não o culto da postura ética diante da vida, do compromisso social, da nobreza de caráter e da coragem. Essas expressões soam mesmo anacrônicas, nos dias que correm.
Diante desse cenário, é fundamental que pensemos criticamente em como estamos formando as novas gerações e em que exemplos estamos dando às crianças. Serão elas capazes de se tornar adultos solidários e éticos, preocupados com o bem-estar do outro, capazes de se identificar com o sofrimento alheio pela humanidade que nos acomuna, conscientes de suas responsabilidades, capazes de ação corajosa diante de uma situação difícil?
É preciso valorizar os exemplos positivos dos quais tomamos conhecimento e que vez por outra são divulgados na mídia. Recordo do ocorrido também em Santa Maria em dezembro passado, quando o pitbull de uma família atacou a menina de 2 anos que brincava com ele no quintal de casa. O vizinho da família, o pedreiro Gilson Dias de Freitas, ao ouvir os gritos de socorro da mãe da menina, não pensou na sua autopreservação e arriscou-se a entrar no terreno e fazer cessar o ataque, salvando a vida da criança. A revoltante tragédia da boate Kiss, na mesma cidade, nos dá também um imenso exemplo de caráter e coragem, quando muitos jovens já libertos do perigo ficaram na calçada para socorrer outras vítimas, pegaram em picaretas na tentativa de abrir mais passagens para a saída da boate, e até mesmo voltaram a entrar na boate para salvar outras vidas - inclusive com o sacrifício de sua própria, como ocorreu com Leonardo Machado de Lacerda, Rafael de Oliveira Dorneles, Vinícius Montardo Rosado e possivelmente com outros jovens.
Valorizar esses exemplos não significa exaltar ou incentivar uma postura de bravura temerária. Aristóteles já definia a coragem como virtude, situando-a como o justo meio entre os extremos da covardia (a deficiência) e da temeridade (o excesso). O que importa, me parece, é tentar substituir uma mentalidade de culto das celebridades e das aparências em culto do caráter, da coragem e, por que não, do heroísmo, na definição que Joseph Campbell fazia do herói: aquele cuja jornada não é o seu engrandecimento, seu propósito não é a evasão nem o êxtase para si mesmo, “mas a conquista da sabedoria e do poder para servir aos outros”. Para Campbell, uma das muitas distinções entre a celebridade e o herói é que um vive apenas para si, enquanto o outro sabe agir em favor do próximo e é capaz de dar a sua vida por algo maior que ele mesmo. “Quando deixamos de pensar prioritariamente em nós mesmos e em nossa autopreservação, passamos por uma transformação de consciência verdadeiramente heroica”.
Como autora de livros para crianças, penso no papel importante que a literatura infantil e juvenil pode ter na formação de seres humanos solidários, com caráter e coragem. É através das narrativas que compreendemos a história (da humanidade e a nossa história pessoal), que nos aproximamos da compreensão dos seus dilemas e desafios, dos diferentes modos de agir diante de determinadas situações, dos modos de ser perante os outros e perante si próprio, das diferentes visões de mundo e posturas diante do mundo. Além disso, a literatura ajuda-nos a crescer, a descobrir o que somos e, talvez o mais importante, o que queremos ser.
Nesse sentido, como sugere Campbell, as narrativas arquetípicas, heroicas ou de formação - onde o protagonista-criança ou jovem supera seus medos e dificuldades, descobre o mundo e a si mesmo, cresce espiritualmente e passa a assumir uma postura de responsabilidade, ao reconhecer que é capaz de agir para transformar uma situação - podem fornecer uma referência importante para acompanhar o desenvolvimento infantil, uma fonte de inspiração e coragem no caminho do crescimento para uma vida comprometida com a defesa de valores éticos e com o bem dos que nos rodeiam.
Aristóteles. Ética a Nicômacos.
Joseph Campbell. O poder do mito.
Letícia Möller
Coluna para o site Artistas Gaúchos
sábado, 12 de janeiro de 2013
Andei lendo...
Nos últimos meses, andei lendo:
Figura na sombra, de L.A. de Assis Brasil
Serrote - Revista de ensaios, artes visuais, ideias e literatura, n. 11
O rei e o camaleão, de Christian David (juvenil)
Memórias de um imigrante boêmio, de Josef Umann; trad. Hilda Hübner Flores
A estética do frio, de Vitor Ramil
Dossiê Drummond, de Geneton Moraes Neto
O coração das trevas, de Joseph Conrad
E estou lendo:
Il piacere, de Gabriele D'Annunzio
* * *
Figura na sombra, de L.A. de Assis Brasil
Serrote - Revista de ensaios, artes visuais, ideias e literatura, n. 11
O rei e o camaleão, de Christian David (juvenil)
Memórias de um imigrante boêmio, de Josef Umann; trad. Hilda Hübner Flores
A estética do frio, de Vitor Ramil
Dossiê Drummond, de Geneton Moraes Neto
O coração das trevas, de Joseph Conrad
E estou lendo:
Il piacere, de Gabriele D'Annunzio
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
"Meu primeiro livro"
Estarei na 58a Feira do Livro de Porto Alegre no dia 10 de novembro, participando de painel da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil - RS. Fica o convite!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Andei lendo
Nos últimos meses, andei lendo...
A resistência, de Ernesto Sabato
A linha de sombra, de Joseph Conrad
Per sempre, de Susanna Tammaro
Il nome della rosa, de Umberto Eco
A cor do azul (juvenil), de Jane Tutikian
O quadro na parede (juvenil), de Jacira Fagundes
Os Dublinenses, de James Joyce
* * *
A resistência, de Ernesto Sabato
A linha de sombra, de Joseph Conrad
Per sempre, de Susanna Tammaro
Il nome della rosa, de Umberto Eco
A cor do azul (juvenil), de Jane Tutikian
O quadro na parede (juvenil), de Jacira Fagundes
Os Dublinenses, de James Joyce
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
A herança
Minha avó morreu no último inverno, e com ela a casa intacta com os objetos e lembranças acumulados em quase um século de vida. Um ano antes morrera meu avô, mas tudo permanecera inviolado como devido, pois lá seguia firme (ou quase) minha avó, agora patroa absoluta do lar - ainda que em seus devaneios. E enquanto ela estivesse viva, em nada se tocaria.
Por fim, era chegada a hora de enfrentar a casa e seus recantos, as portinhas escondidas e gavetas infindáveis. Os pertences de toda uma vida, aquilo que ano após ano juntamos, por afeto, capricho ou desleixo, deixando às gerações mais novas a tarefa inglória de lidar com o volume monstruoso. Em meio a achados comoventes que embargam a garganta e embaçam a vista (cartas, desenhos, fotos), outros achados pitorescos que divertem (Era a cara dele guardar uma coisa dessas!) e exasperam (Todas as edições da revista desde 1980?). E dê-lhe fitas-cassete de tangos e boleros da vó pululando das gavetas, os esmaltes e cosméticos vencidos há mais de década, os cadernos de receitas, os baralhos de carta, os vestidos de crochê das bonecas das netas. No gabinete do vô, a pasta organizada com os documentos de resgate da história da família, a coleção de moedas antigas em potes de vidro, as centenas de recortes de notícias variadas, a bizarra coleção dos mais horríveis poemas já publicados em jornal, com os quais, sádico, se divertia.
A casa era também repleta de livros, distribuídos por vários cômodos. Os livros da vó, literatura. Os livros do vô, tratados de história natural, teses sobre a origem do universo, volumes de física, muitas obras de filosofia da ciência, ensaios de história, filosofia, sociologia, psicologia, dicionários de todos os tipos. Um mundo que em grande parte acabei por herdar. A vontade era de acolher todos os livros, mas seria fisicamente impraticável. Me vi forçada a fazer um filtro, o que de qualquer modo não evitou que eu chegasse em casa com várias centenas de volumes.
O pequeno apartamento em que moro, onde os livros já se sobrepunham em desordem na biblioteca e pensávamos como fazer para ampliar o espaço e dar conta de ajeitá-los, foi subitamente inundado por caixas e mais caixas da nova herança de papel. E assim, dediquei aqueles dias a uma redescoberta afetiva dos títulos, enquanto removia o pó de cada um com cuidado, e carimbava as primeiras páginas para identificar a proveniência dos livros antes de misturá-los aos nossos. Os livros, enfim, estavam limpos, carimbados e organizados em pilhas pela sala. Faltava o espaço. Os meses passaram, os livros no chão e o pó de novo a pleno. Até que recebemos um complemento de herança, algumas estantes de madeira que estavam dando sopa, e finalmente tudo foi acomodado.
Foram naqueles dias de caos reinante, enquanto tentava organizar os livros por assunto entremeando o trabalho de boas interrupções para folhear páginas e ler orelhas e índices, que eu percebi que não poderia ter recebido melhor herança. Não apenas pelo meu amor aos livros em geral, mas porque dificilmente alguma outra coisa falaria mais sobre meus avós do que aqueles livros. Ao abrir um volume e descobrir as glosas do vô nas margens, os sublinhados, pontos de exclamação, discordâncias, as páginas especiais com a ponta dobrada, era como se o vô se materializasse de novo à minha frente, conversando conosco, discorrendo com paixão sobre seus autores preferidos e sobre os livros que balizavam sua compreensão do mundo. Ao separar as ficções da vó em literatura francesa, anglo-saxã, latino-americana, emergia nitidamente a sua figura amiga e silenciosa lendo na poltrona, fechando o livro quando os netos chegavam, mas com ele eternamente ao seu lado. A vó não tinha a eloquência do vô, era de conversa tímida, raramente falava sobre as histórias que estava lendo. Mas sua leitura voraz e permanente me contagiou para sempre.
Se os objetos que possuímos podem dizer muito sobre nós, sobre nossos gostos e estilo de vida, os livros tanto mais revelam, indicando uma particular visão de mundo, um modo de ser, de pensar e de viver. E os livros como herança são um presente valioso, a memória viva e pulsante daqueles que os possuíram. São a possibilidade de estender ou recriar o diálogo sobre ideias, histórias, conhecimentos e valores com as pessoas que amamos, nos dando a sensação de passar a perna na implacável finitude.
Por fim, era chegada a hora de enfrentar a casa e seus recantos, as portinhas escondidas e gavetas infindáveis. Os pertences de toda uma vida, aquilo que ano após ano juntamos, por afeto, capricho ou desleixo, deixando às gerações mais novas a tarefa inglória de lidar com o volume monstruoso. Em meio a achados comoventes que embargam a garganta e embaçam a vista (cartas, desenhos, fotos), outros achados pitorescos que divertem (Era a cara dele guardar uma coisa dessas!) e exasperam (Todas as edições da revista desde 1980?). E dê-lhe fitas-cassete de tangos e boleros da vó pululando das gavetas, os esmaltes e cosméticos vencidos há mais de década, os cadernos de receitas, os baralhos de carta, os vestidos de crochê das bonecas das netas. No gabinete do vô, a pasta organizada com os documentos de resgate da história da família, a coleção de moedas antigas em potes de vidro, as centenas de recortes de notícias variadas, a bizarra coleção dos mais horríveis poemas já publicados em jornal, com os quais, sádico, se divertia.
A casa era também repleta de livros, distribuídos por vários cômodos. Os livros da vó, literatura. Os livros do vô, tratados de história natural, teses sobre a origem do universo, volumes de física, muitas obras de filosofia da ciência, ensaios de história, filosofia, sociologia, psicologia, dicionários de todos os tipos. Um mundo que em grande parte acabei por herdar. A vontade era de acolher todos os livros, mas seria fisicamente impraticável. Me vi forçada a fazer um filtro, o que de qualquer modo não evitou que eu chegasse em casa com várias centenas de volumes.
O pequeno apartamento em que moro, onde os livros já se sobrepunham em desordem na biblioteca e pensávamos como fazer para ampliar o espaço e dar conta de ajeitá-los, foi subitamente inundado por caixas e mais caixas da nova herança de papel. E assim, dediquei aqueles dias a uma redescoberta afetiva dos títulos, enquanto removia o pó de cada um com cuidado, e carimbava as primeiras páginas para identificar a proveniência dos livros antes de misturá-los aos nossos. Os livros, enfim, estavam limpos, carimbados e organizados em pilhas pela sala. Faltava o espaço. Os meses passaram, os livros no chão e o pó de novo a pleno. Até que recebemos um complemento de herança, algumas estantes de madeira que estavam dando sopa, e finalmente tudo foi acomodado.
Foram naqueles dias de caos reinante, enquanto tentava organizar os livros por assunto entremeando o trabalho de boas interrupções para folhear páginas e ler orelhas e índices, que eu percebi que não poderia ter recebido melhor herança. Não apenas pelo meu amor aos livros em geral, mas porque dificilmente alguma outra coisa falaria mais sobre meus avós do que aqueles livros. Ao abrir um volume e descobrir as glosas do vô nas margens, os sublinhados, pontos de exclamação, discordâncias, as páginas especiais com a ponta dobrada, era como se o vô se materializasse de novo à minha frente, conversando conosco, discorrendo com paixão sobre seus autores preferidos e sobre os livros que balizavam sua compreensão do mundo. Ao separar as ficções da vó em literatura francesa, anglo-saxã, latino-americana, emergia nitidamente a sua figura amiga e silenciosa lendo na poltrona, fechando o livro quando os netos chegavam, mas com ele eternamente ao seu lado. A vó não tinha a eloquência do vô, era de conversa tímida, raramente falava sobre as histórias que estava lendo. Mas sua leitura voraz e permanente me contagiou para sempre.
Se os objetos que possuímos podem dizer muito sobre nós, sobre nossos gostos e estilo de vida, os livros tanto mais revelam, indicando uma particular visão de mundo, um modo de ser, de pensar e de viver. E os livros como herança são um presente valioso, a memória viva e pulsante daqueles que os possuíram. São a possibilidade de estender ou recriar o diálogo sobre ideias, histórias, conhecimentos e valores com as pessoas que amamos, nos dando a sensação de passar a perna na implacável finitude.
LETÍCIA MÖLLER
Texto originalmente publicado na minha coluna
no site Artistas Gaúchos, em setembro de 2012.
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