segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Os peixes, o vovô e o tempo

Meu novo livro infantil, editado pela Libretos, com lindas ilustrações da Carla Pilla!



CONHEÇA UM POUCO MAIS:

Helô é uma menina sensível e curiosa. Quando o peixinho dourado que muito amava morre, Helô toma uma atitude por impulso e emoção que desconcerta seus familiares. Magoada e sem saber se o que fez é ou não errado, a menina busca refúgio na casa do vô Emilio. A conversa, o aconchego, o ouvido atento e as palavras de carinho e sabedoria do avô irão confortar Helô e fazê-la compreender algumas coisas sobre a perda e a finitude, ao mesmo tempo em que percebe a força e a beleza da memória, que eterniza aqueles que amamos.

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sábado, 2 de maio de 2015

Andei lendo...

Nos últimos tempos, andei lendo pouco e trabalhando muito...
Acho que em toda a minha vida, ao menos desde os 9 anos, nunca li tão pouco - leituras literárias, diga-se. Muita leitura de trabalho e preparação de aulas.
Segue uma listinha, resgatada precariamente de uma mente cansada:

- Tomo conta do mundo, Diana Corso;
- El fin de los libros, Octave Uzanne;
- O senhor das moscas, William Golding;
- A literatura em perigo, Tzvetan Todorov;
- A desobediência civil, Henry Thoreau;
- Sei passeggiate nei boschi narrativi, Umberto Eco;
- Uma rua de Roma, Patrick Modiano;

E agora estou lendo:
- A disciplina do amor, de Lygia Fagundes Telles.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Andei lendo...

Passou um tempão, eu sumida do blog, e ainda por cima deixei de anotar no meu caderninho as leituras feitas. Enfim, tentei puxar pela memória o que andei lendo nos últimos tempos, já que virou hábito eu registrar os livros lidos por aqui.

Então, aqui vão eles (ou quase):

A psicanálise dos contos de fadas, de Bruno Bettelheim
Luciana de Abreu, de Benedito Saldanha
O professor, de Cristóvão Tezza
Mr. Gwyn, de Alessando Baricco
Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças, org. Javier Naranjo
Meio intelectual, meio de esquerda, de Antonio Prata
La casa dei setti ponti, de Mauro Corona
Crime e castigo, de Dostoiévski

E agora estou lendo:

Tomo conta do mundo: conficções de uma psicanalista, de Diana Corso

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

O guri e o prazer de ler

É tempo de volta às aulas, e o guri se depara com o que o aguarda no ano letivo. Conteúdos, projetos, trabalhos, leituras obrigatórias. Os livros novos, com suas capas flamantes e cheirinho de recém-impresso, o encaram em pilhas sobre a mesa.

Os livros, que anos antes faziam o guri perder o sono de excitação e entusiasmo, e alisar as capas e espiar as páginas imaculadas, agora o intimidam. Antes objetos mágicos, a convidar a um mundo interessante a ser descoberto, agora apenas acenam com longas horas de tédio e aborrecimento.

Ele já sabe que ouvirá, também este ano, a clássica ladainha que não produz efeito, tantas vezes repetida: É preciso ler!

E, se algum efeito produz, não é certamente aquele desejado por pais e professores cheios de boas intenções. A Importância da Leitura, e mesmo o tão incentivado Prazer de Ler, quando enfiados goela abaixo encontram no guri um desertor - ou, na melhor hipótese, um leitor de cara amarrada.

É preciso ler! Para não ser ignorante. Para ser alguém na vida. E não só. É preciso ler e é preciso entender o que o autor (esta entidade enigmática) quis dizer. E saber o que a professora quer que ele entenda que o raio do autor quis dizer. E mostrar que entendeu na Ficha de Leitura.

Não é exatamente um apelo irresistível, nem canto sedutor de sereia. Quase inescapável que o guri verá a leitura como fardo, pura obrigação, tempo perdido por ser (assim ele pensa) um ato desconectado de si, privado de um sentido que lhe importe.

Daniel Pennac, em ensaio encantador intitulado Como um romance (L&PM), questiona a importância da leitura como dogma, e convida a que pais e professores partilhem, com paixão, o seu próprio prazer de ler. Uma ideia simples, mas com potencial revolucionário: “e se, em vez de exigir a leitura, o professor decidisse de repente partilhar sua própria felicidade de ler?”.

Claro é que os professores enfrentam certas limitações na autonomia de ensino, não podendo desconsiderar a bel prazer a exigência de leituras obrigatórias e avaliações. E talvez não seja isso, pura e simplesmente, nem desejável. Mas se houver, em sala de aula, um espaço, uma hora, vinte minutos numa sexta-feira que seja, para o professor partilhar com seus alunos a sua paixão pela leitura, falar de seus livros e autores favoritos e, fantástico, ler o primeiro capítulo de livros que ele tem motivos para imaginar que falarão, de fato, à emoção e às entranhas de seus guris e gurias, isso, sim pode angariar apaixonados pela leitura.

A gratuidade dessas leituras compartilhadas, quando nada é exigido (nada de perguntas, nada de fichas), quando não há o medo de não compreender, de não estar à altura do livro, essas leituras-presente, como as chama Pennac, e que podem ser feitas por pais e professores – têm grandes chances de romper barreiras, chamar de volta desertores e desfazer as caras mais amarradas. Do prazer gerado por essas leituras compartilhadas (em casa, na escola) virá o prazer solitário da escolha do seu livro, da leitura calada, secreta, só sua. E o que o autor quis dizer não será uma atividade assustadora de extração de sentido, mas um diálogo e um reconstruir subjetivo e livre.

Assim o espero e desejo, nesta noite fresca de março.


Coluna para o site Artistas Gaúchos
Março 2014

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Andei lendo...

Nos últimos tempos, andei lendo:

Os enamoramentos, de Javier Marías
Jogo da memória (juvenil), de Laura Bergallo
Senhor Lambert, de Sempé
Reprodução, de Bernardo Carvalho
Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector
Auto da fé, de Elias Canetti
Como um romance, de Daniel Pennac (releitura)
A arte da ficção, de David Lodge

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Mais um lançamento dos gatinhos!


Os gatinhos estão de volta! Vamos nos encontrar com estes três endiabrados para mais um lançamento, desta vez no Cinema Guion, no dia 10 de dezembro às 18:30. Esperamos vocês!

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013


O lançamento dos gatinhos Fidalgo, Finório e Firula, na Feira do Livro de Porto Alegre, foi muito bacana! O QG dos Pitocos, onde rolou a contação da história e o bate-papo conosco, estava cheio de crianças super animadas e curiosas, acompanhadas de seus pais, a quem agradecemos pela presença. Agradecemos também de coração aos amigos que compartilharam com a gente a nossa alegria.
Muito obrigato!

Vejam fotos do lançamento no meu outro blog, o loveolivro

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Carta de Caxias - Manifesto de escritores gaúchos

Associação Gaúcha de Escritores - AGEs divulga Carta de Caxias: fruto do encontro de escritores

ENCONTRO DE ESCRITORES DA AGES / CAXIAS DO SUL – 2013

CARTA DE CAXIAS

No instante em que encerramos as atividades do Encontro de Escritores da AGES 2013, que se realizou integrado à 29ª Feira do Livro de Caxias do Sul, em retrospectiva, encontramos motivos para reforçar nossas convicções no que tange a importância de iniciativas dessa natureza. Durante nossas conferências e debates, a quase totalidade das questões que envolvem as cadeias produtivas, criativas e mediadoras do livro e da leitura foram abordadas, suscitando importantes reflexões. Viu-se reforçado o papel do escritor em sua inserção na sociedade – formador de opinião e indutor de visão crítica –, bem como o entendimento do livro como bem cultural indispensável.

Os temas receberam diferentes visões, numa troca de informações multidisciplinar, sempre de modo a construirmos sínteses e estratégias que influenciarão futuras ações dos envolvidos em prol de nossas causas. A cooperação esteve sempre em voga, bem como o sentimento de que oportunidades dessa natureza são indispensáveis pois, isoladamente, poder público, editoras, livreiros, mediadores de leitura e produtores de conteúdo dificilmente verão seus esforços surtirem o melhor efeito.

Como conclusão, percebemos que, além de políticas de leitura que facilitem o acesso ao livro nos âmbitos municipal, estadual e federal, é importante que sejam priorizados espaços para a qualificação dos mediadores de leitura, a fim de que o livro tenha, de fato, papel relevante na formação do leitor literário e na construção da cidadania. Outrossim, reforçamos a importância que todos os programas de leitura prevejam a realização de projetos de leituras propostos pelas entidades beneficiadas por tais programas.

Em relação às políticas públicas do livro e da leitura, entendemos como fundamental que haja maior democratização das informações de editais que proponham financiamentos nos diferentes âmbitos do setor livreiro (criação, produção, mediação), a fim de que as organizações da sociedade civil possam dialogar e atuar na construção de planos de leitura nos diferentes níveis e também possam habilitar-se para participarem de tais políticas. Para tal, julgamos ser importante que tais editais sejam amplamente divulgados na mídia e enviados a setores e organizações ligadas ao livro e à leitura.

Por fim, a AGEs reafirma seu compromisso de ser entidade representativa dos interesses majoritários de seus associados, promovendo ações e projetos voltados à criação literária e à divulgação do trabalho de seus associados, quer através de sua maior inserção no sistema literário, quer destacando aspectos relevantes de sua produção, seguindo sua política de parcerias com entidades públicas e privadas, com feiras de livros, sempre com o objetivo de congregar escritores e demais agentes da área do livro e da leitura. Reiteramos, também, nossa posição em defesa da natureza profissional da atividade de escritor em seu trabalho literário e intelectual.

Caxias do Sul, 29 de setembro de 2013.
Diretoria da AGES

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