Passou um tempão, eu sumida do blog, e ainda por cima deixei de anotar no meu caderninho as leituras feitas. Enfim, tentei puxar pela memória o que andei lendo nos últimos tempos, já que virou hábito eu registrar os livros lidos por aqui.
Então, aqui vão eles (ou quase):
A psicanálise dos contos de fadas, de Bruno Bettelheim
Luciana de Abreu, de Benedito Saldanha
O professor, de Cristóvão Tezza
Mr. Gwyn, de Alessando Baricco
Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças, org. Javier Naranjo
Meio intelectual, meio de esquerda, de Antonio Prata
La casa dei setti ponti, de Mauro Corona
Crime e castigo, de Dostoiévski
E agora estou lendo:
Tomo conta do mundo: conficções de uma psicanalista, de Diana Corso
* * *
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
sexta-feira, 11 de abril de 2014
O guri e o prazer de ler
É tempo de volta às aulas, e o
guri se depara com o que o aguarda no ano letivo. Conteúdos, projetos,
trabalhos, leituras obrigatórias. Os livros novos, com suas capas flamantes e
cheirinho de recém-impresso, o encaram em pilhas sobre a mesa.
Os livros, que anos antes faziam
o guri perder o sono de excitação e entusiasmo, e alisar as capas e espiar as
páginas imaculadas, agora o intimidam. Antes objetos mágicos, a convidar a um
mundo interessante a ser descoberto, agora apenas acenam com longas horas de
tédio e aborrecimento.
Ele já sabe que ouvirá, também
este ano, a clássica ladainha que não produz efeito, tantas vezes repetida: É
preciso ler!
E, se algum efeito produz, não é
certamente aquele desejado por pais e professores cheios de boas intenções. A
Importância da Leitura, e mesmo o tão incentivado Prazer de Ler, quando
enfiados goela abaixo encontram no guri um desertor - ou, na melhor hipótese,
um leitor de cara amarrada.
É preciso ler! Para não ser
ignorante. Para ser alguém na vida. E não só. É preciso ler e é preciso
entender o que o autor (esta entidade enigmática) quis dizer. E saber o que a
professora quer que ele entenda que o raio do autor quis dizer. E mostrar que
entendeu na Ficha de Leitura.
Não é exatamente um apelo
irresistível, nem canto sedutor de sereia. Quase inescapável que o guri verá a
leitura como fardo, pura obrigação, tempo perdido por ser (assim ele pensa) um
ato desconectado de si, privado de um sentido que lhe importe.
Daniel Pennac, em ensaio
encantador intitulado Como um romance
(L&PM), questiona a importância da leitura como dogma, e convida a que pais
e professores partilhem, com paixão, o seu próprio prazer de ler. Uma ideia
simples, mas com potencial revolucionário: “e se, em vez de exigir a leitura, o professor decidisse
de repente partilhar sua própria
felicidade de ler?”.
Claro é que os professores enfrentam
certas limitações na autonomia de ensino, não podendo desconsiderar a bel
prazer a exigência de leituras obrigatórias e avaliações. E talvez não seja
isso, pura e simplesmente, nem desejável. Mas se houver, em sala de aula, um
espaço, uma hora, vinte minutos numa sexta-feira que seja, para o professor
partilhar com seus alunos a sua paixão pela leitura, falar de seus livros e
autores favoritos e, fantástico, ler o primeiro capítulo de livros que ele tem
motivos para imaginar que falarão, de fato, à emoção e às entranhas de seus
guris e gurias, isso, sim pode angariar apaixonados pela leitura.
A gratuidade dessas leituras compartilhadas,
quando nada é exigido (nada de perguntas, nada de fichas), quando não há o medo
de não compreender, de não estar à altura do livro, essas leituras-presente, como as chama Pennac, e que podem ser feitas por
pais e professores – têm grandes chances de romper barreiras, chamar de volta
desertores e desfazer as caras mais amarradas. Do prazer gerado por essas
leituras compartilhadas (em casa, na escola) virá o prazer solitário da escolha
do seu livro, da leitura calada, secreta, só sua. E o que o autor quis dizer
não será uma atividade assustadora de extração de sentido, mas um diálogo e um
reconstruir subjetivo e livre.
Assim o espero e desejo, nesta
noite fresca de março.
Coluna para o site
Artistas Gaúchos
Março 2014
* * *
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Andei lendo...
Nos últimos tempos, andei lendo:
Os enamoramentos, de Javier Marías
Jogo da memória (juvenil), de Laura Bergallo
Senhor Lambert, de Sempé
Reprodução, de Bernardo Carvalho
Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector
Auto da fé, de Elias Canetti
Como um romance, de Daniel Pennac (releitura)
A arte da ficção, de David Lodge
* * *
Os enamoramentos, de Javier Marías
Jogo da memória (juvenil), de Laura Bergallo
Senhor Lambert, de Sempé
Reprodução, de Bernardo Carvalho
Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector
Auto da fé, de Elias Canetti
Como um romance, de Daniel Pennac (releitura)
A arte da ficção, de David Lodge
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Mais um lançamento dos gatinhos!
Os gatinhos estão de volta! Vamos nos encontrar com estes três endiabrados para mais um lançamento, desta vez no Cinema Guion, no dia 10 de dezembro às 18:30. Esperamos vocês!
* * *
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
O lançamento dos gatinhos Fidalgo, Finório e Firula, na Feira do Livro de Porto Alegre, foi muito bacana! O QG dos Pitocos, onde rolou a contação da história e o bate-papo conosco, estava cheio de crianças super animadas e curiosas, acompanhadas de seus pais, a quem agradecemos pela presença. Agradecemos também de coração aos amigos que compartilharam com a gente a nossa alegria.
Muito obrigato!
Vejam fotos do lançamento no meu outro blog, o loveolivro
* * *
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Carta de Caxias - Manifesto de escritores gaúchos
Associação Gaúcha de Escritores - AGEs divulga Carta de Caxias: fruto do encontro de escritores
ENCONTRO DE ESCRITORES DA AGES / CAXIAS DO SUL – 2013
CARTA DE CAXIAS
No instante em que encerramos as atividades do Encontro de Escritores da AGES 2013, que se realizou integrado à 29ª Feira do Livro de Caxias do Sul, em retrospectiva, encontramos motivos para reforçar nossas convicções no que tange a importância de iniciativas dessa natureza. Durante nossas conferências e debates, a quase totalidade das questões que envolvem as cadeias produtivas, criativas e mediadoras do livro e da leitura foram abordadas, suscitando importantes reflexões. Viu-se reforçado o papel do escritor em sua inserção na sociedade – formador de opinião e indutor de visão crítica –, bem como o entendimento do livro como bem cultural indispensável.
Os temas receberam diferentes visões, numa troca de informações multidisciplinar, sempre de modo a construirmos sínteses e estratégias que influenciarão futuras ações dos envolvidos em prol de nossas causas. A cooperação esteve sempre em voga, bem como o sentimento de que oportunidades dessa natureza são indispensáveis pois, isoladamente, poder público, editoras, livreiros, mediadores de leitura e produtores de conteúdo dificilmente verão seus esforços surtirem o melhor efeito.
Como conclusão, percebemos que, além de políticas de leitura que facilitem o acesso ao livro nos âmbitos municipal, estadual e federal, é importante que sejam priorizados espaços para a qualificação dos mediadores de leitura, a fim de que o livro tenha, de fato, papel relevante na formação do leitor literário e na construção da cidadania. Outrossim, reforçamos a importância que todos os programas de leitura prevejam a realização de projetos de leituras propostos pelas entidades beneficiadas por tais programas.
Em relação às políticas públicas do livro e da leitura, entendemos como fundamental que haja maior democratização das informações de editais que proponham financiamentos nos diferentes âmbitos do setor livreiro (criação, produção, mediação), a fim de que as organizações da sociedade civil possam dialogar e atuar na construção de planos de leitura nos diferentes níveis e também possam habilitar-se para participarem de tais políticas. Para tal, julgamos ser importante que tais editais sejam amplamente divulgados na mídia e enviados a setores e organizações ligadas ao livro e à leitura.
Por fim, a AGEs reafirma seu compromisso de ser entidade representativa dos interesses majoritários de seus associados, promovendo ações e projetos voltados à criação literária e à divulgação do trabalho de seus associados, quer através de sua maior inserção no sistema literário, quer destacando aspectos relevantes de sua produção, seguindo sua política de parcerias com entidades públicas e privadas, com feiras de livros, sempre com o objetivo de congregar escritores e demais agentes da área do livro e da leitura. Reiteramos, também, nossa posição em defesa da natureza profissional da atividade de escritor em seu trabalho literário e intelectual.
Caxias do Sul, 29 de setembro de 2013.
Diretoria da AGES
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ENCONTRO DE ESCRITORES DA AGES / CAXIAS DO SUL – 2013
CARTA DE CAXIAS
No instante em que encerramos as atividades do Encontro de Escritores da AGES 2013, que se realizou integrado à 29ª Feira do Livro de Caxias do Sul, em retrospectiva, encontramos motivos para reforçar nossas convicções no que tange a importância de iniciativas dessa natureza. Durante nossas conferências e debates, a quase totalidade das questões que envolvem as cadeias produtivas, criativas e mediadoras do livro e da leitura foram abordadas, suscitando importantes reflexões. Viu-se reforçado o papel do escritor em sua inserção na sociedade – formador de opinião e indutor de visão crítica –, bem como o entendimento do livro como bem cultural indispensável.
Os temas receberam diferentes visões, numa troca de informações multidisciplinar, sempre de modo a construirmos sínteses e estratégias que influenciarão futuras ações dos envolvidos em prol de nossas causas. A cooperação esteve sempre em voga, bem como o sentimento de que oportunidades dessa natureza são indispensáveis pois, isoladamente, poder público, editoras, livreiros, mediadores de leitura e produtores de conteúdo dificilmente verão seus esforços surtirem o melhor efeito.
Como conclusão, percebemos que, além de políticas de leitura que facilitem o acesso ao livro nos âmbitos municipal, estadual e federal, é importante que sejam priorizados espaços para a qualificação dos mediadores de leitura, a fim de que o livro tenha, de fato, papel relevante na formação do leitor literário e na construção da cidadania. Outrossim, reforçamos a importância que todos os programas de leitura prevejam a realização de projetos de leituras propostos pelas entidades beneficiadas por tais programas.
Em relação às políticas públicas do livro e da leitura, entendemos como fundamental que haja maior democratização das informações de editais que proponham financiamentos nos diferentes âmbitos do setor livreiro (criação, produção, mediação), a fim de que as organizações da sociedade civil possam dialogar e atuar na construção de planos de leitura nos diferentes níveis e também possam habilitar-se para participarem de tais políticas. Para tal, julgamos ser importante que tais editais sejam amplamente divulgados na mídia e enviados a setores e organizações ligadas ao livro e à leitura.
Por fim, a AGEs reafirma seu compromisso de ser entidade representativa dos interesses majoritários de seus associados, promovendo ações e projetos voltados à criação literária e à divulgação do trabalho de seus associados, quer através de sua maior inserção no sistema literário, quer destacando aspectos relevantes de sua produção, seguindo sua política de parcerias com entidades públicas e privadas, com feiras de livros, sempre com o objetivo de congregar escritores e demais agentes da área do livro e da leitura. Reiteramos, também, nossa posição em defesa da natureza profissional da atividade de escritor em seu trabalho literário e intelectual.
Caxias do Sul, 29 de setembro de 2013.
Diretoria da AGES
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Livro novo
Muito feliz com mais um livro! É o meu terceiro infantil, que sai pela Editora Libretos. Ilustrações incríveis do Yuji Schmidt. Em breve, notícias do lançamento.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Andei lendo...
Nos últimos tempos, andei lendo:
Felicidade demais (contos), Alice Munro
Cadernos de Literatura Brasileira - Erico Veríssimo
Corpos estranhos, Cynthia Ozick
Sagrada família, Zuenir Ventura
Seminário dos ratos (contos), Lygia Fagundes Telles
O coronel Chabert, Honoré de Balzac
E estou lendo:
Os enamoramentos, Javier Marías
* * *
Felicidade demais (contos), Alice Munro
Cadernos de Literatura Brasileira - Erico Veríssimo
Corpos estranhos, Cynthia Ozick
Sagrada família, Zuenir Ventura
Seminário dos ratos (contos), Lygia Fagundes Telles
O coronel Chabert, Honoré de Balzac
E estou lendo:
Os enamoramentos, Javier Marías
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